A MARGINALIZAÇÃO INSTITUCIONAL COMO FORMA DE CUMPRIMENTO DE PENA.

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Estamos vivendo tempos difíceis e a população no geral entende que a melhor forma de se livrar de um criminoso é o encarceramento.

Propostas absurdas são discutidas com o objetivo de fazer com que o cárcere seja um ambiente de solidão, mitigação de contato com familiares e isolamento total da sociedade.

A população não compreende que a oportunidade que o estado tem de “resgatar” um criminosos do mundo do crime é quando este está sob a tutela do estado cumprindo pena.

Quando o cumprimento de pena deixa de ser uma medida de ressocialização passando a ser um estado perpétuo de isolamento tornado o apenado um “marginal por completo” é a sociedade que acaba perdendo a oportunidade de diminuir os índices de reincidência criminosa que vem constantemente aumentando no país e o consequente crescimento da população carcerária.

A sociedade e os que defendem um discurso pautado na hipocrisia esquecem que no Brasil Não existe prisão perpétua e por maior que seja a pena a ser cumprida  “a cadeia é longa e não perpetua”.

Em termos gerais, quando isolamos presos por completo, sob a tutela do estado, estamos potencializando a distância entre o estado e o apenado  esquecendo que por mais longa que seja sua pena de prisão um dia ele estará de volta ao convívio social.

Qual sentido é a pena de prisão no Brasil, ressocialização ou “marginalização institucional”?

Não adiante isolar se um dia iremos soltar!

 

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